Dando continuidade aos nossos conteúdos preparatórios para o curso Politrauma no APH, com foco no livro do PHTLS – 10ª edição, que acontecerá entre os dias 1 e 12 de maio, através de 5 lives ao vivo, hoje vamos falar sobre a diferença entre exame primário e exame secundário — dois pilares fundamentais do atendimento em emergência.
Essas são ferramentas estratégicas com objetivos distintos, mas complementares. O exame primário é uma avaliação rápida, voltada para a identificação de lesões potencialmente fatais, geralmente associadas a órgãos nobres como coração, pulmões e encéfalo. Sempre que for possível realizar uma medida de suporte na cena, ela deve ser aplicada imediatamente, reavaliando na sequência se houve melhora.
Caso o paciente esteja instável, ele deve ser encaminhado o mais rápido possível ao hospital, sem seguir para o exame secundário.
O livro do PHTLS utiliza o mnemônico XABCDE para sistematizar essa avaliação inicial, e esse será o foco da nossa aula 4 no curso Politrauma no APH.
Já o exame secundário é reservado para pacientes que estão hemodinamicamente estáveis. Trata-se de uma avaliação mais demorada e detalhada, que permite levantar o histórico, realizar o exame físico completo, identificar lesões menos evidentes e definir o plano de transporte e destino hospitalar adequado. Enquanto o primário é qualitativo e imediato, o secundário é quantitativo e exploratório.
Há também medidas auxiliares que podem ser utilizadas em ambos os momentos, como aferição de pressão arterial, frequência cardíaca e saturação por Oximetria de pulso. Em pacientes instáveis, esses dados podem auxiliar o exame primário. Em pacientes estáveis, eles integram o exame secundário.
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